[VÍDEO] Univali de Penha explica surgimento de pinguins mortos em toda a região


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Nos últimos dias a Univali – Unidade Penha, instituição executora do Trecho 4 do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), tem registrado centenas pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) encalhados sem vida nas praias monitoradas. A maioria dos animais estão mortos em estágio avançado de decomposição. A ocorrência da espécie é comum no litoral de Santa Catarina neste período do ano e a elevada mortalidade também é um fenômeno comum que faz parte do processo seletivo da espécie. As mortes estão relacionadas ao evento migratório, onde há um elevado gasto energético e os indivíduos acabam debilitados e sujeitos a outros tipos de infecção. Isso ocorre principalmente com os juvenis ainda inexperientes. No entanto, as mudanças climáticas e atividades humanas como a poluição e a pesca podem agravar essa situação.

Somente nesta segunda-feira (18), foram registrados e recolhidos mais de 100 pinguins na praia de Balneário Piçarras, e que serão avaliados pela equipe do PMP-BS. A nossa equipe segue com os trabalhos de resgate dos animais vivos e registrando os mortos. Neste ano no Trecho 4 do PMP-BS, já foram registrados 530 animais, 486 mortos e 44 com vida. Números que ainda devem aumentar ao longo da temporada migratória. Quando comparado aos anos anteriores os dados de encalhes de pinguins ainda estão dentro da normalidade.

A presença de pinguins-de-Magalhães no litoral brasileiro é comum entre os meses de maio e outubro, período em que a espécie realiza sua migração anual, saindo das colônias na Patagônia Argentina em direção às águas mais quentes do sul e sudeste do Brasil, e em busca de alimento. Durante essa longa jornada, especialmente os indivíduos juvenis e inexperientes, podem se perder do grupo, ficando exaustos, desidratados e enfraquecidos. Muitos deles encalham mortos e alguns vivos, mas em estado crítico, e infelizmente alguns não sobrevivem. A migração é natural e funciona como um processo seletivo da espécie. No entanto, as ameaças provocadas por ações humanas, como a poluição e os efeitos das mudanças climáticas também têm sido um grande risco para à saúde desses animais. O trabalho das equipes do PMP-BS é essencial para tentar reverter esse quadro e dar uma nova chance aos animais que ainda têm condições de sobrevivência.

O PMP-BS/Univali reforça algumas orientações à população caso encontrem aves debilitadas ou mortas nas praias:

Não se aproxime desnecessariamente – A aproximação humana causa estresse e pode comprometer o estado de saúde do animal; Não toque, nem faça “carinho” – Pinguins são animais silvestres e não estão acostumados com contato humano; Não devolva o animal ao mar – Se ele encalhou, há sinais clínicos de debilidade; Não tente alimentá-lo; Não o coloque na geladeira – Apesar do mito, o pinguim-de-Magalhães não vive no gelo. Eles habitam regiões subantárticas e não suportam baixas temperaturas extremas.

O que fazer: ✔ Acione a equipe do PMP-BS pelo telefone 0800 642 3341 (atendimento das 8h30 às 17h30).

✔ Se possível, coloque o animal em uma caixa de papelão forrada com um pano seco, sem molhar. Pinguins são animais de sangue quente e muitos chegam hipotérmicos. ✔ Envie uma foto e localização via WhatsApp: (47) 99214-0960.

A equipe da Unidade de Estabilização está localizada em Penha (SC), e o tempo de resposta depende da logística de deslocamento e das condições de trânsito. Por isso, o apoio da população no primeiro contato com o animal é fundamental.

A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos. A Univali Unidade Penha é responsável pela execução do projeto no Trecho 4 entre Barra Velha e Governador Celso Ramos (SC).
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