[VÍDEO] Ele está de volta: fenômeno da bioluminescência ilumina o mar em Balneário Piçarras
O fenômeno da bioluminescência foi registrado na praia de Balneário Piçarras entre a noite desta sexta-feira(1) e madrugada de hoje, sábado(2). A bioluminescência, que apareceu de maneira muito evidente no último ano, especificamente entre 18 e 22 de julho, volta a aparecer agora em 2025. No vídeo que acompanha esta publicação é possível constatar que as luzes ainda não estão muito fortes, o que pode indicar que o fenômeno está só chegando, e que a noite deste sábado poderá ser bem iluminada pela região. Lembrando que registros do fenômeno podem ser enviados para o nosso WhatsApp: (47) 99152-0754.
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A bioluminescência está relacionada com a defesa e atração de parceiros de muitas espécies, segundo Vanessa Sardinha dos Santos, mestre em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de Goiás. De maneira geral, a luz é gerada graças a uma enzima chamada de luciferase, por meio de uma reação exotérmica. Essa enzima é capaz de oxidar uma substância denominada luciferina. Na realização desse processo é liberada energia que emite luz.
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É importante destacar que luciferina é o nome de qualquer substância capaz de dar origem à bioluminescência, sendo distinta nos diversos tipos de organismos capazes de emitir luz. A maioria dos seres vivos bioluminescentes é marinha. Eles emitem luz de cores variáveis, sendo o azul o mais comum. Nesses animais, geralmente a função relaciona-se com proteção contra predadores, podendo o animal até mesmo se camuflar ou lançar substâncias que despistam o predador. Entre as espécies marinhas que apresentam bioluminescência, podemos citar o peixe-lanterna, um peixe que habita águas profundas.
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A bioluminescência atualmente é usada na medicina com a chamada proteína fluorescente verde (GFP), além de algumas luciferases que são usadas como marcadores. A GFP é uma proteína retirada de águas-vivas bioluminescentes que emite fluorescência verde quando irradiada com uma luz azul. Ela é utilizada para marcar vírus e bactérias, por exemplo, e observá-los através da fluorescência emitida, rastreando assim as infecções. Também é possível marcar leucócitos durante processos inflamatórios. Pela descoberta da GFP e trabalhos desenvolvidos no campo da medicina, os pesquisadores Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Tsien ganharam o prêmio Nobel de Química em 2008. Confira o vídeo a seguir.
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